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Trabalhadores do Consórcio Alusa protestam contra desbloqueio de contas da Petrobras

Dinheiro para pagamento de salários já tinha sido bloqueado, mas juiz Hélio Galvão decidiu liberar o dinheiro novamente, causando a revolta dos funcionários
Publicado em 01/12/2014, às 08h16
Do JC Online
Com informações da repórter Adriana Guarda

Funcionários levaram cartazes para protestar contra decisão de juiz
Foto: Adriana Guarda/JC
Atualizada às 10h53

Trabalhadores do Consórcio Alusa realizaram um protesto, na manhã desta segunda-feira (1º), contra o desbloqueio das contas da Petrobras, ocorrido na última sexta-feira (28) por determinação do juiz Hélio Galvão, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. Com faixas e cartazes, funcionários foram até a frente da Petrobras, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, para reclamar do desbloqueio e impediram que trabalhadores de outras empresas (o empresarial reúne várias empresas). Várias palavras de ordem e xingamentos contra o juiz são ditas pelos trabalhadores. Houve tumulto pelo fato de não permitirem a entrada das pessoas e o Batalhão de Choque foi acionado. Após a chegada dos policiais, o protesto foi encerrado.

Ficou decidido que a Petrobras vai tentar, à tarde, liberar um pouco mais de dinheiro para pagar parte dos salários atrasados dos funcionários.

O dinheiro, pouco mais de R$ 126 milhões, havia sido retido para pagar os 4.600 funcionários da Alusa e outros consórcios na Refinaria Abreu e Lima, em Suape, que estão com salários e benefícios atrasados.

O prédio onde fica a Petrobras, em Boa Viagem, é um empresarial, onde trabalham pessoas de outras empresas. Como os funcionários do consórcio estão na frente do prédio, com faixas e cartazes, acabam atrapalhando a entrada de trabalhadores de outras empresas, o que tem causado reclamação e bate-boca.

O Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE) informou que vai recorrer da decisão do juiz Hélio Galvão. Em nota, o presidente do sindicato, Aldo Amaral, disse que a Petrobras “não está disposta a resolver e pagar os trabalhadores, que estão cada vem mais passando necessidades”.

A primeira ordem de bloqueio foi expedida pela juíza Josimar Mendes, da 1ª Vara do Trabalho de Ipojuca, na última terça-feira (25). A juíza Josimar calculou que a dívida trabalhista chega a R$ 137,5 milhões.

A dívida é relativa a salários atrasados, pagamento de rescisões e participação nos lucros e resultados (PLR), além do não recolhimento dos valores do FGTS, INSS, vale-alimentação e assistência médica e hospitalar.

Até segunda-feira (1º), os advogados do Sintepav devem protocolar o pedido para recolher o dinheiro.

Fonte: NE10      –    Link