Dissidio

Trabalhadores de Suape cruzam os braços nesta quinta-feira

Desde o dissídio coletivo, que aconteceu em agosto, está é a quinta paralisação de empresas que prestam serviço à Petrobras

Funcionários da Alusa Engenharia, empresa responsável pela instalação da subestação da Refina Abreu e Lima, estão de braços cruzados desde a manhã desta quinta-feira (06). Eles reivindicam o pagamento de salários atrasados, do vale alimentação (Sodexo), além da rescisão de contrato de uma parcela de trabalhadores que já foi afastada do serviço, devido à diminuição da demanda.

Uma greve chegou a ser iniciada na última sexta-feira (31). Porém, durante reunião de negociação realizada entre a Alusa Engenharia e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado de Pernambuco (Sintepav), a Alusa declarou, em ata de reunião, que todo o débito seria quitado até o próximo dia 10 de outubro, se os funcionários voltassem aos seus postos de trabalho.

Na noite de ontem, de acordo com o assessor de crises do Sintepav, Leodelson Bastos, a Alusa teria informado que não cumpriria o acordo, porque a Petrobrás deixou de repassar para a empresa R$ 1,8 bilhão, de onde sairia os pagamentos dos trabalhadores. “Por isso, nós decidimos parar”, declarou Leodelson. A greve segue por tempo indeterminado e o Sintepav aguarda um novo posicionamento da Alusa. Vale ressaltar que os trabalhadores não estão fazendo protesto, tampouco fechando vias de acesso à Suape. Estão, apenas, com o trabalho paralisado.