Assembleia  realizada por  trabalhadores da Jaraguaí Empreendimentos mant+®m paralisa+º+úo das atividades_

Caso o valor não seja pago até segunda-feira, os trabalhadores prometem fechar todo Complexo de Suape

            Cerca de 1.200 trabalhadores que atuam na Jaraguá Equipamentos, empresa terceirizada da Petrobrás responsável pela engenharia e montagem industrial da Refinaria Abreu e Lima, decidiram em assembleia realizada nesta quarta-feira (04/12), que só voltam às atividades após o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O pagamento da PLR, que corresponde até um salário do trabalhador (220 horas), foi firmado em Convenção Coletiva da categoria.

            Os trabalhadores estão de braços cruzados há dois dias, quando constataram a inclusão da PLR no contra-cheque, mas o valor, entretanto, não foi creditado na conta dos funcionários. A decisão de manter a paralisação é em resposta a falta de acordo após rodada de negociação com representantes da empresa. Em assembléia realizada no Portão Leste do Complexo de Suape, os funcionários não aceitaram a proposta de pagamento da PLR apenas no dia 09/12.

            Assessor de Relações Sindicais do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado de Pernambuco (Sintepav), Leodelson Bastos, adverte que, caso o pagamento não seja efetuado no prazo acordado, as atividades em todo o Complexo Portuário de Suape serão paralisadas.

            Leodelson Bastos denuncia também que a Jaraguá Empreendimentos tem intimidado e ameaçado os trabalhadores. “Depois dessas paralisações a Jaraguá está ameaçando demitir os funcionários que são membros da Cipa. Eles erram e ainda querem punir os trabalhadores?”, questiona Bastos.