Trabalhadores da Emtep

Trabalhadores da Petroquímica Suape cruzam os braços e denunciam irregularidades

             Cerca de 90 funcionários da Emtep Engenharia, que prestam serviço para Petroquímica Suape, estão de braços cruzados no canteiro de obras da empresa. A paralisação, que teve início nesta segunda-feira (07), e segue por tempo indeterminado, tem por objetivo denunciar as irregularidades que estão sendo cometidas contra os trabalhadores, que variam de assedio moral à atraso no pagamento dos salários.  O grupo realiza serviços industriais de usinagem, solda, manutenção, montagem e pintura industrial, entre outros.

            Entre as irregularidades cometidas pela empresa estão o atraso constante do pagamento dos salários e do Sodex no valor R$ 310, que corresponde a cesta básica dos trabalhadores. A Emtep também não está recolhendo o valor do INSS dos funcionários. “Também verificamos que têm trabalhadores na ativa na empresa, mas no INSS consta como inativo por motivo de óbito”, acrescenta Leodelson Bastos, assessor do Sindicato dos Trabalhadores  Construção  Pesada em Pernambuco (Sintepav-PE ). Além disso, há cerca de seis meses a empresa não paga o adicional de periculosidade dos trabalhadores.

            Outra situação de abuso por parte da empresa diz respeito ao não pagamento do adicional de transferência e, subsequente, demissão dos trabalhadores sem aviso prévio que foram prestar serviço no Rio de Janeiro. “Quando os trabalhadores viajam à serviço eles têm direito a receber um percentual de 25% . Mas a Emtep não pagou esse valor, e o mais grave, quando os trabalhadores voltaram para Recife foram demitidos sem aviso prévio”, afirma Leodelson Bastos.

            O grupo também denuncia que tem sofrido assédio moral. Além das ameaças de demissão, os trabalhadores têm sido agredidos moralmente. “Temos gravações em que um engenheiro da empresa chama os funcionários de burros e diz que  pernambucano não sabe trabalhar”, entre outras agressões, conta Bastos.