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Serviços têm resultado fraco

A desaceleração do consumo das famílias, o menor dinamismo do comércio e da indústria e uma fatia final do efeito Copa do Mundo explicam o resultado fraco do setor de serviços em julho, afirmou Juliana Paiva Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ontem, o órgão anunciou que a receita nominal da atividade de serviços subiu 4,6% em julho ante igual mês de 2013, o menor crescimento de toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2012. O resultado não desconta o efeito da alta de preços.

“Os serviços são reflexo principalmente da demanda empresarial e são dependentes da indústria e do comércio, que vêm mostrando menor dinamismo nos últimos meses. A atividade de serviços sentiu maior impacto da conjuntura mais desfavorável”, explicou Juliana.

De acordo com a gerente do IBGE, o rescaldo dos feriados durante a Copa do Mundo também contribuiu para travar a atividade durante o mês de julho. “O setor de transporte aéreo foi um dos mais afetados, com a queda do turismo de negócios. Os empresários ficaram esperando a Copa acabar para retomar o ritmo”, disse Juliana. Outro segmento prejudicado, segundo ela, foi o de tecnologias audiovisuais, que havia tido um junho excepcional diante das receitas de transmissões de jogos e publicidade.

Os serviços prestados às famílias, único setor que não é dependente da demanda empresarial, tem pouco peso no indicador geral. Mas o resultado de julho sinalizou forte desaceleração no consumo. A alta da receita nominal foi de 5,4% em julho, após ter subido 11,1% em junho, sempre em relação a igual mês do ano passado.

Fonte: Jornal do Commercio