GOEG 17-07-15

Protesto: Trabalhadores do Consórcio COEG fecham via de acesso à Suape

Cerca de 200 trabalhadores, representando um total de 900 prejudicados, reivindicaram na manhã desta quinta, o pagamento das verbas rescisórias. Trânsito na Curva do Boi só foi liberado às 7h15

Cerca de 200 trabalhadores do consórcio COEG, representado um total de 900 prejudicados, fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (16), na Curva do Boi, em Suape. Por volta das 6h, com faixas e cartazes, os trabalhadores fecharam a via, impedindo a passagem dos veículos no acesso ao Complexo Portuário de Suape. Eles reivindicavam o pagamento das verbas rescisórias não efetuado há sete meses, desde que foram desmobilizados das obras de construção da Refinaria Abreu e Lima. Em uma das faixas, os dizeres: “Não temos nada a ver com a Lava-jato. Queremos nosso dinheiro”.

O Sintepav – PE (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado de Pernambuco) conseguiu a condenação do consórcio COEG perante a 2ª Vara do Trabalho de Ipojuca. Apesar a da vitória na primeira instância, a Petrobras não foi condenada juntamente com o consórcio. O Sintepav – PE recorreu da decisão por entender que a Petrobras tem responsabilidade e deve arcar com o pagamento dos valores devidos aos trabalhadores. O juiz da 2ª Vara do Trabalho de Ipojuca determinou a remessa do processo para a 2ª Instância do Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco.

“A situação dos trabalhadores é a pior possível. Até agora eles não receberam as verbas rescisórias que lhes são devidas. O Estado não tem empregos para oferecer e eles estão jogados à míngua. Eles não podem ser esquecidos, eles representam a parte mais frágil do processo”, ressalta Aldo Amaral, presidente do Sintepav – PE.

De acordo com o Coordenador de Fiscalização do Sintepav-PE, Leodelson Bastos, os manifestos não encerram por hoje. “Estamos articulando um novo manifesto ainda este mês, desta vez em frente ao Ministério de Trabalho, com marcha ao Palácio do Governo, onde teremos adesão do Sindicato dos Petroleiros. Esperamos ser atendidos pelo Governo, para que agilizem esse processo, onde os trabalhadores estão há quase oito meses sem suas verbas rescisórias. E o mais grave é que acabou o seguro desemprego deles”, ressaltou Bastos, que pediu ainda a colaboração da Polícia Militar de PE, durante os protestos. “O movimento foi pacífico, mesmo assim um trabalhador foi agredido pela Polícia Militar, que agiu de forma truculenta. Entendemos que bater em trabalhador não é o papel da polícia militar” finalizou.

http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2015/07/16/em-suape-trabalhadores-do-consorcio-coeg-protestam-para-cobrar-verbas-rescisórias/

http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/economia/noticias/arqs/2015/07/0313.html

 

 

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