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Peso da Fiat no PIB pernambucano

A operação do Polo Automotivo de Pernambuco, capitaneado pela fábrica da Jeep, do grupo Fiat Chrysler, em Goiana, Zona da Mata Norte pernambucana, terá um reflexo considerável na economia estadual. A projeção é de que, em 2020, quando os empreendimentos estiverem em plena produção, o impacto do polo no Produto Interno Bruto estadual será de 6,5%. Nas fases de implantação e operação, que seguem até 2018, a contribuição para o PIB varia entre 0,8% e 6,9%.

A consequência direta será na indústria de transformação. Em 2010, o segmento representou 11,31% do PIB de Pernambuco. A estimativa é de que em 2020, o percentual chegue a, pelo menos, 12,31%. Os dados fazem parte do Diagnóstico Socioeconômico e Territorial para a Gestão Integrada na Área de Influência do Polo Automotivo, encomendado em julho de 2013 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Sdec) ao consórcio formado pelas empresas Diagonal/Ceplan.

“Ao contratar o consórcio o objetivo foi traçar um diagnóstico para equacionar os impactos sociais, econômicos e territoriais gerados com a implantação e a operação do polo automotivo. O que notamos é que o desafio maior, tanto da iniciativa pública quanto da privada, é transformar o PIB em renda”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Márcio Stefanni Monteiro.

Assim como aconteceu no Complexo Industrial Portuário de Suape, com o diagnóstico em mãos, o estado parte para uma segunda etapa: a construção de um plano gestor. O documento irá sugerir ao estado e aos municípios projetos de melhorias em diversas áreas para informar quais as prioridades de cada município que compõe o território estratégico da Zona da Mata Norte. O contrato para elaboração deste projeto teve um investimento de R$ 5 milhões e deve ser finalizado em até 18 meses.

A projeção dos impactos econômicos foi feita a partir do modelo de insumo-produto, com base nos investimentos e do valor da produção, a partir da entrada em operação do empreendimento. O polo, formado pela Jeep e 14 empresas fornecedoras, deve iniciar a produção em 2015. A construção já ultrapassa a marca de 95% de conclusão.

Esta será a unidade mais moderna do grupo no mundo, responsável pela produção anual de 250 mil carros.

41.250 empregos em 2020

Pelas estatísticas apresentadas no diagnóstico, em 2020, quando o projeto estará em plena operação, o número de postos de trabalho, diretos e indiretos, gerados pelo empreendimento chegará a 41.250. Neste ano, na fase de implantação, a geração de empregos chega a 22.798.

“Desde o anúncio do empreendimento, já era sabido que emprego direto seria sentido pela segunda geração. Por enquanto, o que se percebe é que, com o aumento da migração, existe uma grande demanda por serviços como padarias, lanchonetes e pousadas. Muitos estão sendo capacitados e buscam cursos técnicos para garantir melhores postos. Estes serão absolvidos a partir do amadurecimento do projeto”, disse o secretário executivo de projetos especiais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado, Luiz Quental.

Com relação à massa salarial, os dados apontam que em Goiana, Igarassu e Itapissuma o montante era de R$ 347 milhões em 2010. Em 2020, os assalariados destes três municípios vão receber anualmente R$ 2,3 bilhões. Já no que diz respeito ao fluxo migratório, o levantamento aponta que, entre 2014 e 2020, as três localidades atrairão 22.794 migrantes.

“É bom lembrar que será em Igarassu ou em Itapissuma onde ficará instalado o segundo parque de sistemistas do polo. Além disso, outros projetos industriais estão instalados nesses municípios o que aumenta ainda mais o número”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Márcio Stefanni Monteiro. O município de Itapissuma já opera grandes plantas industriais, a exemplo da Alcoa, Ambev e Itaipava. Em Igarassu está instalada a Brasil Kirin.

Fonte: Diario de Pernambuco