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Oitocentos funcionários cruzam os braços na quarta paralisação em menos de um mês na Refinaria Abreu e Lima

             Os 800 funcionários da Enfil, empresa responsável pela instalação dos sistemas de tratamento e reuso de água da Refinaria do Nordeste Abreu e Lima (Renest), pararam as atividades nesta quarta-feira (1º). É a quarta paralisação em menos de um mês na Refinaria e Petroquímica devido ao descumprimento dos acordos conquistados na convenção coletiva realizada em agosto. No caso da Enfil, as reivindicações envolvem os 30% de periculosidade para todos os trabalhadores envolvidos na planta industrial, o reajuste salarial de 9% e, principalmente, o afastamento de um gerente de contrato, que estaria praticando assédio moral contra os trabalhadores.

            Desta vez, são 800 homens e mulheres de braços cruzados. “Eles só vão voltar ao trabalho quando a empresa se posicionar sobre os direitos e afastar o gerente. Os trabalhadores estão sofrendo assédio moral”, ressalta Leodelson Bastos, diretor de fiscalização do Sintepav-PE (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado de Pernambuco).

            Os funcionários das empresas da Emypro Brasil, a primeira a paralisar, tiveram parte das reivindicações atendidas e voltaram ao trabalho, já que a empresa garantiu regularizar toda a situação. Pelo mesmo motivo, os trabalhadores da Oliveira Construção e Engenharia também voltaram às atividades na semana passada. Já os da Manserv Montagem e Manutenção S. A, que cruzaram os braços ontem, continuam parados aguardando um posicionamento dos patrões.