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Greve dos trabalhadores da Alusa é destaque nos jornais pernambucanos

Diario de Pernambuco

Atraso de salário gera protesto em Suape

Salários atrasados em ao menos 60 dias, contas a pagar e incerteza. Esta é a situação dos cerca de 6 mil operários do consórcio Alumini Engenharia (antiga Alusa), um dos que prestam serviços à Petrobras nas obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest). Ontem, sem previsão de solução para o impasse, os funcionários cruzaram os braços e fecharam as vias de acesso ao Complexo Portuário de Suape durante quase quatro horas.

A exemplo do que ocorreu neste ano com outras prestadoras de serviços à Petrobras, como Jaraguá e Fidens, o problema da Alumini, cujo consórcio também engloba as empresas EBE e CBN, envolve a falta de pagamento das verbas rescisórias de cerca de 300 operários demitidos nos últimos dois meses e salários dos funcionários que ainda estão na ativa e não recebem salário desde setembro.

A categoria diz que há casos em que o valor das rescisões chega a R$ 30 mil, como o do português João Alves, 32, assistente de planejamento da Alumini, demitido no dia 14 de outubro. “A situação não está mais grave por que fiz uma reserva. Mas as contas estão atrasando”, contou. “Tenho R$ 9,8 mil a receber e contas a pagar, como prestações da moto atrasadas”, disse o soldador, Rodrigo Lima, 22, demitido há dois meses.

O impasse trabalhista está ocorrendo, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral (Sintepav-PE), porque a Petrobras não repassou cerca de R$ 1 bilhão à Alusa.

Jornal do Commercio

Trabalhadores fazem nova greve na refinaria

PARALISAÇÃO Funcionários da Alumini, responsável pela instalação da subestação da Rnest, fizeram ontem protesto na rodovia PE-60, reivindicando pagamento de salários.

Cerca de 6 mil trabalhadores da Alumini Engenharia (antiga Alusa), empresa responsável pela instalação da subestação da Refinaria Abreu e Lima decretaram greve na manhã de ontem e realizaram um protesto na rodovia PE-60, no município de Ipojuca, no Grande Recife. Os funcionários “reivindicam o pagamento de salários atrasados, do vale-alimentação (Sodexo), além da rescisão de contrato de uma parcela de trabalhadores que já foi afastada do serviço, devido à diminuição da demanda”, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado de Pernambuco (Sintepav).

Os trabalhadores haviam iniciado uma greve no último dia 31, mas a Alumini declarou que todo o débito seria quitado até a próxima segunda-feira se os funcionários voltassem ao trabalho. Mas, segundo o assessor de crises do Sintepav, Leodelson Barros, a empresa teria informado que não cumpriria o acordo, porque a Petrobras deixou de repassar R$ 1,8 bilhão, de onde sairiam os pagamentos dos funcionários.

A Alumini comunicou que “está em permanente tratativa com o contratante da obra para que os pagamentos sejam liberados e todos os trabalhadores tenham seus direitos assegurados”.

PRÉ-OPERAÇÃO

A Petrobras divulgou comunicado ontem no qual informa que a Refinaria Abreu e Lima entrou em fase de pré-operação. O cronograma da empresa previa a operação na última terça, porém, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que ainda aguarda a documentação para autorizar a empresa a processar o primeiro óleo.

Segundo a petroleira, foi iniciada a operação dos sistemas de utilidades, como a estação de tratamento de águas, de ar comprimido e a primeira torre de resfriamento, além da unidade de destilação atmosférica e de geração de hidrogênio.

Foto: Jornal do Comércio