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Emprego formal perde fôlego e julho tem pouca geração de vagas

Caged deve mostrar que em julho foram geradas pouco mais de 10 mil vagas

Com esses números, o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho deve ser pior do que espera o mercado. A Consultoria Tendências prevê criação de 14 mil empregos. Já o Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depec) do Bradesco estima para julho a geração líquida de 30 mil postos de trabalho.

Segundo o economista Rafael Bacciotti, da Tendências, não há reversão nos indicadores econômicos que apontem uma melhoria substancial no mercado de trabalho, mas a expectativa é que as contratações continuem superando as demissões nos próximos meses. “Devemos ter uma ligeira melhora no segundo semestre, com um Produto Interno Bruto (PIB) um pouco melhor”, disse o economista do Depec, Leandro Câmara Negrão.

Na visão de técnicos do governo, a desaceleração do mercado de trabalho — que começou em março — atingiu em julho “o fundo do poço”. Em agosto e setembro, a expectativa é que o ritmo dos cortes seja reduzido, para atender as encomendas do fim de ano. No primeiro semestre do ano, foram criadas 588.671 vagas com carteira assinada, considerando dados ajustados (fora do prazo).

Em setembro, o Ministério do Trabalho deve revisar mais uma vez para baixo a meta de geração de empregos de 1,1 milhão para este ano. A meta inicial do governo era 1,5 milhão de postos, mas em junho a pasta reduziu essa estimativa, projetando o mesmo resultado de 2013.

 Fonte: O Globo