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Desemprego dá trégua na RMR

Em meio a um cenário de economia morna, num ano que vem sido tachado de perdido para o país, uma boa notícia. O desemprego total da Região Metropolitana apresentou um recuo, nos últimos dozes meses. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o indicador passou de 14,4%, em agosto de 2013, para 12,2% no mesmo período deste ano. Foram 39 mil pessoas desempregadas a menos, resultado da geração de 31 mil ocupações, mais a saída de oito mil pessoas do mercado de trabalho. Já a taxa do mês anterior, em comparação a julho de 2014, manteve-se estável, com os índices de 12,2% e 12,5%, respectivamente.

Em agosto, a pesquisa estimou que havia 227 mil desempregados em toda a Região Metropolitana do Recife, ou seja, oito mil pessoas a menos que o número registrado no mês de julho. Jairo Santiago, coordenador da pesquisa, afirmou que “o resultado contabilizado se deve principalmente pela saída de pessoas da força de trabalho da Região Metropolitana”. Em relação ao nível de ocupação, agosto teve cinco mil vagas a menos, número considerado estável.

 A estabilidade esteve presente em relação ao número de trabalhadores assalariados, com uma diminuição de apenas 0,2%. Houve diminuições mais significativas entre os empregados domésticos (-3,6%) e os autônomos (-1,2%). Nas demais posições, foi verificado um aumento geral de 4,6%. Em um ano, houve crescimento dos assalariados (2,7%) e dos autônomos (6,1%), com queda no número de empregados domésticos (-10,9%).

Renda
A massa de rendimentos reais variou apenas -0,2% para os ocupados, e 0,5% para os assalariados. Em um ano, a massa de rendimentos dos ocupados decresceu tanto para os ocupados (3,1%) quanto para os assalariados (1,2%).

Entre os setores de atividade analisados pela pesquisa, foi observado crescimento de ocupação na indústria de transformação (3,5%, ou seis mil postos de trabalho) e no comércio (1,4% ou cinco mil postos). Por outro lado, a redução de ocupação no setor de serviços (-0,8%), ou menos oito mil) e na construção (-5,7% ou menos oito mil). Nos últimos 12 meses, o único setor no qual aconteceu uma diminuição do nível ocupacional foi no comércio, com menos três mil ocupações.