O SINTEPAV-PE esteve representado na Marcha das Centrais Sindicais, em Brasília, pelo presidente Aldo Amaral, diretores Leodelson Bastos e Rogério Rocha, e Dr. Antonio Farias.

A mobilização marcou o lançamento da nova Pauta da Classe Trabalhadora, que servirá como base para futuras discussões e avanços nas políticas voltadas aos trabalhadores.

A participação da direção do SINTEPAV-PE reforça o compromisso da entidade com a defesa dos direitos sociais, valorização salarial, geração de empregos e fortalecimento da luta da classe trabalhadora em todo o Brasil.

Projeto propõe reindustrialização e mudança na política econômica

Para o período de 2027 a 2030, a pauta apresenta um conjunto de propostas estruturais que apontam para um novo modelo de desenvolvimento.

Entre os principais eixos estão:

  • reindustrialização, com base na política Nova Indústria Brasil (NIB);
  • ampliação de investimentos em ciência, tecnologia e inovação;
  • reforma tributária progressiva, incluindo taxação de grandes fortunas;
  • fortalecimento de empresas públicas e setores estratégicos;
  • proteção da produção nacional e incentivo às cadeias produtivas.

O documento também defende mudanças na política econômica, com destaque para a redução da taxa básica de juros e o enfrentamento do rentismo, apontado como fator de concentração de renda e obstáculo ao crescimento.

Direitos sociais e redução do custo de vida entram na pauta

Além das questões produtivas, o texto amplia o debate para direitos sociais e condições de vida da população.

Entre as propostas estão:

  • ampliação do acesso à moradia;
  • implementação da tarifa zero no transporte coletivo;
  • fortalecimento do SUS;
  • universalização do saneamento básico;
  • expansão de creches e escolas em tempo integral.

A pauta também enfatiza políticas de igualdade, inclusão produtiva e combate à discriminação no mercado de trabalho.

Movimento sindical busca fortalecer representação e negociação

Outro ponto central do documento é o fortalecimento do movimento sindical. As centrais defendem mecanismos de financiamento definidos em assembleia, combate a práticas antissindicais e ampliação da negociação coletiva como instrumento de regulação das relações de trabalho.

A proposta inclui adaptar a representação sindical às novas formas de contratação e evitar a fragmentação da organização dos trabalhadores.

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