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Suape enfrenta nova paralisação

 

O Complexo Industrial Portuário de Suape enfrentou mais um dia de greve ontem, cenário que deve se repetir na manhã de hoje. Os mais de 800 funcionários da Enfil, empresa responsável pela instalação dos sistemas de tratamento e reuso de água da Petroquímica Suape, realizam, desde a última terça-feira, assembleias na frente do empreendimento e pedem aos patrões o cumprimento das cláusulas do acordo coletivo que foi assinado em agosto.

O dissídio coletivo só foi fechado após cinco dias de greve. O pleito era de um reajuste de 13%, mas, após diversas rodadas de negociações o acordo foi fechado em 9%. A cesta básica passou de R$ 310 para R$ 350. Os trabalhadores também conquistaram um adicional de periculosidade de 30% sobre o valor do salário. São justamente esses pontos que estão sendo descumpridos.

Ontem, os patrões garantiram que pagariam os 9% do reajuste salarial no próximo dia 7. “O que pesa é que eles não se pronunciaram sobre os 30% de periculosidade. Além disso, disseram que não afastariam do cargo um gerente de contrato que estaria cometendo assédio moral contra os trabalhadores. Por isso a greve continua”, afirmou o diretor de fiscalização do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em geral de Pernambuco (Sintepav/PE), Leodelson Bastos.

De acordo com Bastos, uma nova assembleia será realizada hoje pela manhã na frente do empreendimento. “Caso não haja um acordo procuraremos o Ministério Púbico do Trabalho para que eles possam tomar as medidas cabíveis”, ressaltou. A equipe do Diario procurou a Enfil mas não obteve sucesso nas ligações.

Em menos de um mês esta é a quarta paralisação envolvendo a Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape. Os funcionários da Emypro Brasil foram os primeiros a paralisarem as atividades. Eles tiveram parte das reivindicações atendidas e voltaram ao trabalho, já que a empresa garantiu regularizar toda a situação nos próximos dias.

Pelo mesmo motivo, os trabalhadores da Oliveira Construção e Engenharia também voltaram às atividades na semana passada. Já os da Manserv Montagem e Manutenção S.A, que aderiram ao movimento na última quarta-feira, continuam parados aguardando posicionamento dos patrões.

Procurada pelo Diario, a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), uma das empresas que compõem o Complexo da PetroquímicaSuape, afirmou por meio de nota, que “não faz parte das relações trabalhistas entre as empresas contratadas e seus funcionários e entende que esta questão deve ser resolvida entre a empresa citada e seus trabalhadores”. Por fim, o comunicado reforça que os funcionários da Enfil Engenharia, que trabalham na obra da Refinaria Abreu e Lima, não aderiram à greve.